Vazão dos rios que cortam Jaguariúna chega a ser 10 vezes maior que em 2025


Os rios que atravessam Jaguariúna registraram um aumento expressivo no volume de água em outubro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em um dos pontos de monitoramento da região, a vazão média chegou a ser dez vezes maior, reflexo das chuvas que atingiram as cabeceiras dos mananciais e também os municípios da região de Campinas.
O destaque para Jaguariúna está no Rio Jaguari, que corta o município e teve vazão média de 23,2 mil litros por segundo em outubro deste ano, no ponto de medição instalado na cidade. Em outubro de 2025, o volume médio registrado havia sido de 4,2 mil litros por segundo. A diferença representa um aumento de aproximadamente cinco vezes em apenas um ano.
A elevação também foi observada nos outros dois importantes cursos d'água que passam pelo território de Jaguariúna: os rios Atibaia e Camanducaia.
O Rio Atibaia, que corta os bairros na região do Tanquinho Velho, apresentou uma vazão média de 38,7 mil litros por segundo em outubro de 2026, no ponto de monitoramento da captação Valinhos/Campinas. No mesmo mês de 2025, a média era de 11,3 mil litros por segundo, o que representa um crescimento de aproximadamente três vezes.
Já o Rio Camanducaia, que atravessa outro extremo de Jaguariúna, na região do Recanto Camanducaia, também apresentou uma elevação significativa. Na vizinha Amparo, onde fica o ponto de medição utilizado no levantamento, a vazão média passou de 2,2 mil litros por segundo, em outubro de 2025, para 22 mil litros por segundo em outubro deste ano. O resultado representa um volume dez vezes maior.
Os números fazem parte de um levantamento divulgado pelo G1 Campinas, com base nos dados do sistema de monitoramento do Consórcio das Bacias PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica.
Chuvas mudaram cenário dos mananciais
O crescimento das vazões está diretamente relacionado ao volume de chuvas registrado nos últimos meses, tanto nas regiões de cabeceira dos rios quanto nos municípios por onde eles passam.
Em Campinas, por exemplo, outubro terminou com 376 milímetros de precipitação, mais de três vezes a média climatológica esperada para o mês, de 117 milímetros.
Segundo especialistas consultados pelo G1 Campinas, a recuperação dos volumes dos rios favorece as condições de abastecimento público, uma vez que permite maior capacidade de captação e reservação de água.
A avaliação é de que, mantida a normalidade das chuvas nos meses seguintes, a região poderá ter um cenário de abastecimento mais tranquilo em 2026, especialmente em comparação com períodos anteriores de maior preocupação com a disponibilidade hídrica.
Para Jaguariúna, onde os rios Jaguari, Atibaia e Camanducaia integram a paisagem e a dinâmica hídrica do município, os números ajudam a dimensionar a recuperação dos mananciais após um período de menor disponibilidade de água.




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