Projeto estadual de adutora promete reforço hídrico na RMC; custo será dos municípios
- Gustavo Santos

- 19 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

A segurança no abastecimento de água voltou a dominar a agenda dos prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) após o Governo do Estado de São Paulo apresentar o projeto de um sistema adutor regional que vai interligar as represas de Pedreira e Amparo.
A proposta, detalhada em reunião nesta quinta-feira (18) com chefes do Executivo municipal e representantes estaduais, é colocada como uma alternativa para ampliar a oferta hídrica e reduzir a sobrecarga sobre mananciais historicamente pressionados.
O empreendimento será estruturado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A previsão do Estado é lançar a licitação em 2026, com prazo estimado de dois anos para execução das obras
Até que o sistema entre em operação, os municípios seguem dependentes das estruturas atuais de captação e distribuição, em um cenário marcado por períodos recorrentes de estiagem e maior instabilidade climática.
Apesar do modelo de concessão, o custeio da operação do sistema deverá ficar a cargo das prefeituras, ponto que tem gerado debates entre os gestores municipais. A preocupação envolve o impacto financeiro para as cidades, especialmente as de menor porte, e possíveis reflexos nas tarifas de água cobradas da população.
Para Campinas, o projeto é considerado estratégico. O prefeito Dário Saadi, que também preside o conselho da RMC, avalia que a nova adutora amplia as alternativas de captação do município. "O sistema trará benefício para as cidades da região e vai garantir segurança hídrica para a nossa população".

Embora Campinas possua outorga do Sistema Cantareira, a interligação com as represas de Amparo e Pedreira permitiria reduzir a dependência do Rio Atibaia em situações críticas, além de aliviar a pressão sobre o curso d’água e beneficiar cidades localizadas a jusante.
Segundo o Governo do Estado, o contrato da PPP contará com garantias financeiras e tem como objetivo estimular uma gestão integrada dos recursos hídricos.
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, destacou que a proposta busca ampliar a visão dos municípios sobre toda a cadeia do abastecimento, desde a produção e o armazenamento da água até a entrega do serviço à população.
OBRAS
As obras das barragens de Pedreira e Duas Pontes, em Amparo, já estão em andamento e apresentam avanços significativos. De acordo com o Estado, os empreendimentos atingiram 47% e 58% de execução, respectivamente, com previsão de entrada em operação no segundo semestre de 2026. Juntas, as estruturas formarão reservatórios com capacidade útil de 85 bilhões de litros de água — volume equivalente a cerca de 34 mil piscinas olímpicas.

O objetivo principal das barragens é armazenar água da chuva para garantir o abastecimento durante os períodos de seca. A estimativa é de que o sistema beneficie aproximadamente 5,5 milhões de pessoas em até 28 municípios da região.
No conjunto, o projeto deve impactar diretamente 21 cidades das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).
Os municípios diretamente beneficiados serão aqueles que receberão água bruta por meio das adutoras, enquanto os indiretamente beneficiados sentirão os efeitos do aumento geral da oferta hídrica, com redução da pressão ambiental sobre os mananciais em momentos de escassez.







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