Mulheres lideram mais de 130 mil pequenos negócios na região de Campinas
- Redação

- há 5 horas
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Mais de 130 mil mulheres estão à frente de pequenos negócios em 22 cidades da região de Campinas, segundo levantamento do Sebrae-SP. Os dados mostram a força do empreendedorismo feminino na região, onde cada vez mais mulheres têm assumido a liderança de empresas em diversos setores da economia.
De acordo com o Sebrae, mais de 40% dos empreendedores das cidades da região são mulheres. Em municípios como Cosmópolis, Holambra e Paulínia, o número de microempreendedoras individuais já se aproxima do total de homens, representando quase metade dos negócios registrados.
Para Joice Oliveira, analista de negócios do Sebrae-SP e gestora do programa Sebrae Delas Campinas, o empreendedorismo feminino deixou de ser apenas uma tendência e se tornou uma realidade consolidada.
Segundo ela, muitas mulheres começam como microempreendedoras individuais (MEI) e, com planejamento e capacitação, conseguem estruturar e ampliar seus negócios. Neste mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o Sebrae Campinas promove uma programação especial dentro do evento “Todos por Elas”, com ações voltadas à capacitação, troca de experiências e incentivo à liderança feminina (veja abaixo).
“Não subestime uma mulher”

Entre as histórias que refletem esse cenário está a da empresária Débora Muniz, de 40 anos, moradora de Jaguariúna e proprietária de uma lanchonete especializada em empadas e coxinhas. Ela conta que o desejo de ter independência e construir algo próprio surgiu ainda na juventude.
“Eu pensava em algo a mais pra minha vida. Eu já me visualizava sendo independente, dona de mim, sabe?”.
Depois de conseguir o primeiro emprego ainda jovem, Débora se mudou para Jaguariúna após o casamento e passou a trabalhar como operadora de produção em uma fábrica. Apesar da estabilidade, o trabalho repetitivo acabou despertando nela o desejo de buscar novos caminhos.
A oportunidade de empreender surgiu quando soube que uma padaria da cidade estava fechada. Mesmo sem recursos financeiros na época, decidiu procurar o proprietário e assumir o negócio, iniciando ali sua trajetória como empreendedora. Ao longo do caminho, também precisou enfrentar preconceitos e dúvidas sobre sua capacidade.
“Tem um machismo que você tem que enfrentar. Muitos homens duvidam da capacidade da mulher. Muita gente falava que ia durar dois anos só. Hoje eu já estou há 19 anos trabalhando”, afirma. Para ela, a experiência deixa uma lição clara: “Não subestime uma mulher”.
Lutar por espaços
Outra história de empreendedorismo feminino é a de Rafaela Roberta de Souza, de 29 anos. Cabeleireira há nove anos em Campinas, ela conta que iniciou sua jornada empreendedora aos 20, quando decidiu se formalizar como microempreendedora individual após trabalhar com carteira assinada.
Desde o início, Rafaela optou pela formalização por entender a importância de estruturar o negócio de forma profissional. Para quem ainda mantém o sonho de empreender apenas no papel, ela dá um conselho. “Planejamento claro dos seus objetivos e ter uma visão do que você quer conquistar é o diferencial para que ele saia do papel.”
Atuando na área da beleza, ela também destaca a importância do empreendedorismo feminino para a transformação da vida de muitas mulheres.
“Ser mulher é muito mais do que podemos descrever. Nosso papel muitas vezes é desvalorizado, porque damos conta de tudo: maternidade, lar, casamento e ainda empreender, sendo trabalhos quase que invisíveis. Mas o empreendedorismo tirou muitas mulheres de situações de violência doméstica e financeira.
“É lindo ver nós, mulheres, lutando e conquistando respeito com o nosso trabalho. O empreendedorismo nos dá essa possibilidade e a perspectiva de dias melhores”, considera.
Participação regional
Os dados mostram que o empreendedorismo feminino tem forte presença na região de Campinas, onde 45,4% dos pequenos negócios são liderados por mulheres, totalizando mais de 132 mil empresas.
Entre as cidades com maior proporção de mulheres empreendedoras, destacam-se Paulínia (49,36%), Holambra (49,17%) e Cosmópolis (49,03%), onde o número de empresas comandadas por mulheres praticamente se iguala ao de homens. Também chamam atenção Monte Alegre do Sul (48,48%), Valinhos (47,36%) e Indaiatuba (47,33%), que apresentam índices elevados de participação feminina nos negócios.
Em números absolutos, Campinas lidera com folga, concentrando 58.779 empresas comandadas por mulheres, reflexo do tamanho da economia local. Na sequência aparecem Sumaré (13.264), Indaiatuba (12.469) e Hortolândia (12.232).
Cidades menores da região também apresentam participação relevante, como Jaguariúna, com 2.841 empresas lideradas por mulheres, representando 46,22% dos negócios locais, índice acima da média regional.

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