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Histórica Fazenda Florianópolis terá inventário 'emergencial' para viabilizar tombamento

  • Foto do escritor: Gustavo Santos
    Gustavo Santos
  • há 49 minutos
  • 2 min de leitura
Vista da Fazenda Florianópolis em 2011 - Foto: Casa da Memória de Jaguariúna
Vista da Fazenda Florianópolis em 2011 - Foto: Casa da Memória de Jaguariúna

O Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico de Jaguariúna (Conphaaj) decidiu, durante reunião realizada na sexta-feira (17), deliberar em caráter emergencial pela abertura do processo de inventário da Fazenda Florianópolis, como medida inicial para viabilizar o tombamento e destravar o impasse que se arrasta há mais de uma década.


A medida foi apontada pelo conselho como essencial para destravar o impasse que se arrasta há mais de uma década em torno do tombamento do complexo histórico.


A conclusão é que, diante da situação da Fazenda Florianópolis, é necessária uma ação imediata: iniciar o inventário como primeiro passo para o tombamento.


A decisão surge em meio ao avançado estado de deterioração do imóvel, construído em 1870 e ligado diretamente à formação da cidade.


Pertencente ao coronel Amâncio Bueno — figura considerada fundadora do município — a fazenda teve seu processo de tombamento aberto ainda em 2012 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo (Condephaat). No entanto, desde então, a situação permanece indefinida.

De acordo com o que foi deliberado na reunião do conselho, a falta de uma ação local concreta tem dificultado uma posição definitiva do órgão estadual.


O Condephaat abriu o processo para impedir a implantação de um condomínio que desrespeitava questões ambientais e patrimoniais, como a destruição de nascentes e de estruturas históricas, como muros de taipa de pilão. Mas, se o município não avança com o inventário e o tombamento, fica difícil cobrar uma decisão final de São Paulo.


Abandono


Atualmente, a sede da fazenda enfrenta problemas estruturais graves, como infiltrações, rachaduras e danos no telhado, além de ser alvo frequente de vandalismo e furtos. A ausência de definição sobre a posse e uso do espaço também contribui para o abandono.


Em 2015, a área chegou a ser destinada simbolicamente à Prefeitura, com a proposta de implantação de um centro cultural e museu do café, projeto que nunca saiu do papel.


Durante a reunião, também foi destacado que o presidente do conselho já apresentou a planta da sede da fazenda e foi solicitado o desenvolvimento de um memorial descritivo técnico, etapa fundamental para dar andamento ao inventário. A expectativa é que, nas próximas reuniões, o processo avance rapidamente para o tombamento em nível municipal.


A estratégia, segundo os conselheiros, é clara: com o inventário e o tombamento formalizados em âmbito local, será possível cobrar uma decisão definitiva do Condephaat sobre o futuro da área — seja para viabilizar a preservação integral, definir responsabilidades ou até destravar projetos relacionados ao uso do espaço.


Enquanto isso, o tempo segue como inimigo. Sem uma intervenção efetiva, Jaguariúna corre o risco de perder um dos seus mais importantes patrimônios históricos, que hoje se encontra em situação crítica e à beira do colapso.

 
 
 
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