Sem remédios, sem prazo: crise no abastecimento atinge pacientes em Jaguariúna
- Redação

- há 2 dias
- 2 min de leitura

A falta de medicamentos na rede pública de saúde de Jaguariúna continua gerando preocupação entre moradores. Relatos diários enviadosencaminhados ao O Jaguar mostra que a situação não avançou apesar de municípios pressionarem o Estado.
“Faço uso diário de sete medicamentos e, ao procurar a farmácia municipal, foi informada de que quatro deles estão em falta, sem previsão de reposição, possivelmente apenas após o Carnaval”, escreveu uma moradora.
“São medicamentos essenciais para minha sobrevivência, utilizados para tratar ansiedade, depressão, insônia”, afirmou.
O problema no abastecimento não é recente. Desde dezembro, municípios paulistas vêm se organizando para cobrar o governo paulista sobre atrasos na entrega e na distribuição de medicamentos, especialmente os de alto custo.
Em Jaguariúna, o município enfrenta situação semelhante e registra atualmente cerca de 80 medicamentos em falta, muitos deles vinculados ao fornecimento estadual.
Diante da continuidade do problema, o prefeito Davi Neto (PP) publicou em suas redes, uma foto ao lado do secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, informando que se reuniu com o governo estadual para reforçar a cobrança pela normalização do fornecimento.Segundo o prefeito, o Estado reconheceu dificuldades logísticas e garantiu que o envio dos medicamentos está em andamento.
O que diz a Prefeitura de Jaguariúna:
Em nota mais recente, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o desabastecimento é pontual e ocorreu “em razão de ajustes no fluxo logístico do fornecedor responsável pela distribuição estadual”.Segundo a pasta, o Estado vem realizando o envio gradual dos medicamentos, e que o município tem recebido de forma contínua.
A Secretaria acrescenta ainda que o Governo do Estado manifestou o compromisso de normalizar o fornecimento no menor prazo possível. No entanto, até o momento, não há data definida para a completa regularização. A pasta afirma que segue acompanhando a situação de perto, “em diálogo permanente com os órgãos responsáveis”.
No ano passado, diante de situação semelhante, Jaguariúna garantiu que cobrava permanentemente a Secretaria de Estado da Saúde sobre a falta de medicamentos, inclusive os de alto custo e aqueles que são alvo de judicialização.
À época, o Estado chegou a informar datas específicas para a entrega de parte dos medicamentos em atraso (17 e 18 de dezembro).







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