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Patrimônio histórico de Jaguariúna se deteriora após 14 anos sem decisão do Condephaat

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

A casa foi construída pelo pai de Amâncio, Capitão Candido José Leite Bueno da Silveira - Foto: Família Bueno/Divulgação
A casa foi construída pelo pai de Amâncio, Capitão Candido José Leite Bueno da Silveira - Foto: Família Bueno/Divulgação

A histórica sede da Fazenda Florianópolis, também conhecida como Fazenda Serrinha, em Jaguariúna, enfrenta um avançado estado de deterioração após mais de uma década sem uma definição oficial sobre seu processo de tombamento. Construída em 1870 e ligada diretamente à formação do município, a propriedade pertenceu ao coronel Amâncio Bueno, considerado o fundador da cidade.


O processo de tombamento foi aberto em junho de 2012 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), após o reconhecimento do valor histórico, arquitetônico, arqueológico e paisagístico do local. Desde então, o imóvel permanece “congelado”, sem autorização para intervenções que possam descaracterizá-lo — mas também sem ações efetivas de preservação.


Segundo o Conselho do Patrimônio Histórico de Jaguariúna (Conphaaj), a indefinição tem contribuído diretamente para o abandono do espaço. Ofícios enviados ao Condephaat em novembro de 2023 e reiterados em abril de 2024 pediam uma solução para o impasse, mas, até o momento, não houve resposta.


“A abertura desse processo de tombamento assegura , desde logo, a preservação do bem até decisão final de autoridade competente, ficando portanto, vedada qualquer intervenção que possa vir a descaracterizar o referido conjunto”.


Enquanto isso, o cenário no local é de degradação. A sede principal apresenta infiltrações, danos estruturais no telhado, forro e assoalho, além de rachaduras nas paredes de taipa. O imóvel tem sido alvo constante de vandalismo, com invasões, furtos de fiação e depredação generalizada.


Outro ponto que agrava a situação é a indefinição sobre a posse e uso do espaço. Em 2015, a propriedade foi entregue simbolicamente à Prefeitura de Jaguariúna, com a proposta de transformar o local em um centro cultural, museu do café e espaço comunitário, como contrapartida à implantação de um condomínio na área ao redor. No entanto, passados dez anos, o projeto não avançou, e o bem teria retornado aos proprietários.


Em 2015, a doação de uma área de 17 mil metros quadrados — onde estão as construções datadas de 1870 — foi exigência da Prefeitura, como uma das contrapartidas para a liberação de um empreendimento imobiliário que será implantado no local - Foto: Divulgação
Em 2015, a doação de uma área de 17 mil metros quadrados — onde estão as construções datadas de 1870 — foi exigência da Prefeitura, como uma das contrapartidas para a liberação de um empreendimento imobiliário que será implantado no local - Foto: Divulgação

Além do valor histórico ligado ao ciclo do café, o local também possui relevância arqueológica. Pesquisas identificaram vestígios da presença de povos indígenas na área, ampliando ainda mais a importância da preservação.


Diante do quadro, o Conphaaj reforça a urgência de uma decisão definitiva por parte do Condephaat. A expectativa é que o órgão estadual se manifeste sobre o tombamento, permitindo que proprietários, poder público e entidades atuem de forma conjunta na recuperação do complexo.


Sem uma solução, Jaguariúna corre o risco de perder um dos seus mais importantes patrimônios históricos, que hoje se encontra à beira do colapso.


Texto baseado em informações divulgadas pelo coordenador da Casa da Memória de Jaguariúna, professor Tomaz de Aquino Pires

 
 
 

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