Paróquia pede aval para demolir anexos e revelar fachada original da Matriz Centenária
- Redação

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Atualizado: há 4 dias

A Paróquia Santa Maria, proprietária da Matriz Centenária de Jaguariúna, deu início a um processo formal junto ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Conphaaj). O objetivo é obter parecer sobre a possível demolição dos cômodos anexos localizados atrás da igreja, construções que não fazem parte do projeto arquitetônico original da capela — considerada marco de fundação da cidade.
Os anexos foram erguidos em três períodos distintos: o primeiro por volta de 1917, durante a administração do Padre Antônio Caravella; o segundo em 1923, quando o Padre Guilherme Bruchhäuser promoveu reformas com auxílio do proprietário da Fazenda Capim Fino, Luís Von Zuben; e o terceiro em 1990, com o Padre José Veríssimo Sibinelli.
Segundo o documento, nenhum desses acréscimos segue o estilo artístico da edificação principal, que reúne elementos do gótico e do barroco alemão do século XIX.
A Paróquia argumenta que tais construções “escondem” a arte original da capela e comprometem a visibilidade do fundo do imóvel — situação semelhante à das muralhas da Casa da Memória, também criticadas por interferirem na paisagem histórica.
A Igreja reforça que, de acordo com princípios estabelecidos desde 1937 na legislação federal, qualquer intervenção que prejudique a visualização de bens tombados ou de interesse histórico é considerada inadequada.

O documento também cita a necessidade de revitalizar a Praça Dom Umbelina Bueno e os casarões históricos do entorno, sugerindo inclusive a criação de calçadões no hipercentro.
Após o restauro, a intenção é que a Matriz Centenária receba iluminação adequada e se torne plenamente visível no Largo da Igreja, espaço que historicamente se situava em nível superior aos jardins públicos. Para os defensores do patrimônio, valorizar o centro antigo da cidade é investimento em cultura, turismo e desenvolvimento econômico — especialmente porque Jaguariúna já possui título de Município de Interesse Turístico (MIT).
O projeto de restauro da Matriz está sob responsabilidade do Prof. Dr. Marcos Tognon, da Unicamp, especialista em História da Arte. Como o templo está classificado no GP1 (Grau de Proteção 1), qualquer alteração estrutural exige análise e deliberação do Conphaaj antes da solicitação de alvará à Prefeitura.
Enquanto o parecer não é emitido, a Comissão de Restauro, além do engenheiro civil Carlos José de Souza, a advogada Anelise Cerizze e o pároco Padre Ademir Bernardelli, trabalham na preparação da documentação necessária, incluindo questões de escritura e anexos técnicos.
Comissão solicita apoio da comunidade para continuidade do restauro
Além do processo técnico, a Comissão de Restauro informa que necessita de apoio financeiro e voluntário para dar continuidade às obras, especialmente na torre da igreja.
Segundo comunicado, são necessários:
• Prendas para um grande sorteio beneficente;
• Voluntários para preparar itens para o Show de Prêmios;
• Equipes para auxiliar na organização de um jantar dançante (local e cozinheiras já disponíveis);
• Apoio de empresas locais;
• Colaboração dos munícipes que ainda não participam das ações em prol do restauro.








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