Jaguariunense conquista espaço no audiovisual com curta premiado em festivais nacionais e internacionais
- Redação

- 11 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

O artista 3D Carlos Evandro da Silva, de 21 anos, nascido em Jaguariúna, vem conquistando cada vez mais espaço no cenário audiovisual. Seu curta-metragem “Além do Terno”, produzido com uma equipe da Faculdade Méliès - considerada a maior da América Latina no ensino de animação e efeitos visuais - já soma 23 apresentações em festivais nacionais e internacionais — e venceu quatro prêmios, entre eles dois de Melhor Animação e dois de Melhor Montagem.
No exterior, a produção foi exibida na Argentina, Colômbia, Uruguai, Portugal e República Tcheca, representando o Brasil em algumas das principais vitrines do audiovisual independente.
Da escola de desenho ao universo do 3D
A trajetória de Carlos começou ainda na infância, quando os pais o matricularam em uma escola de desenho em Jaguariúna. Carlos cresceu cercado pela arte até descobrir, na Méliès, o universo da animação 3D.
Ali encontrou o caminho que desejava seguir e desenvolveu a base técnica que possibilitou a criação de seu primeiro curta.
Durante a graduação, Carlos também ganhou oportunidades profissionais. Antes mesmo de se formar, foi contratado pela produtora Plural Imagem e Som, em Goiânia, onde há um ano trabalha como Assistente de VFX - profissional que dá suporte operacional e criativo na produção de efeitos visuais para cinema, TV ou games.

A história por trás de “Além do Terno”
“No fundo de um poço úmido, onde o som das goteiras ecoa pelas paredes rochosas, nada ali parece ter importância. Até que um garoto misterioso surge na entrada do poço, trazendo consigo um caderno. Com um simples desenho, Daniel vê um novo caminho se formar diante dele.”
Segundo Carlos, a obra Além do Terno foi pensada para permitir múltiplas interpretações. O sentimento principal que a equipe buscou transmitir é o de que retomar um bom hábito ou algo que faz bem pode ajudar alguém a atravessar momentos difíceis.
O curta não ficou restrito ao circuito nacional. A produção foi exibida na Argentina, Colômbia, Uruguai, Portugal e República Tcheca, levando o nome de Jaguariúna para diferentes públicos e consolidando o trabalho da equipe fora do país.
Além das seleções internacionais, o curta conquistou reconhecimento em dois importantes festivais brasileiros:
— O Cinemaz, um dos principais festivais de curtas independentes do país, que anunciou o prêmio de Melhor Montagem.
— O Loco de Ouro, realizado pela Locomotiva Jr. da Unesp de Bauru, considerada a maior premiação de audiovisual universitário do Brasil. Premiou o curta com troféu de Melhor Animação.
— O Festival Batata Doce, que premiou o curta com o troféu Melho Animação.
A produção de “Além do Terno”, levou quase dois anos, sem contar o período dedicado à pós-produção. Por ser o primeiro projeto da carreira de todos os cinco integrantes (Camila Taunay Ornelas, Jéssica Ferreira Zenobini, Thomas Myke Moraes de Araujo e Vitor Gatti de Souza), algumas etapas tiveram que ser refeitas, e muitos desafios surgiram ao longo do percurso.
“Como era nosso primeiro curta, várias fases foram muito difíceis. Algumas tivemos que fazer novamente. Mas foi um aprendizado enorme e ver o resultado ganhar vida já foi recompensador”, conta Carlos.
Projeção e futuro
Com o reconhecimento crescente, Carlos segue aprimorando seus estudos em escultura para animação 3D e já planeja novos projetos mais ambiciosos. O objetivo é integrar grandes estúdios internacionais, como Fortiche, Blizzard ou outras produtoras de destaque no mercado de filmes e jogos.
Para ele, compartilhar essa conquista é também uma forma de mostrar o potencial de Jaguariúna:
“É gratificante levar o nome da nossa cidade para tantos lugares. Quero que outras pessoas vejam que daqui também saem grandes artistas.”







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