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Polícia Civil investiga ataque que desviou R$ 19,1 milhões de consórcio de saúde que atende Jaguariúna

  • Foto do escritor: Gustavo Santos
    Gustavo Santos
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Metropolitana de Campinas (Cismetro) teve contas bancárias alvo de ataques cibernéticos simultâneos no dia 22 de julho, resultando na transferência criminosa de R$ 19.148.797,18. Jaguariúna é um dos municípios consorciados à instituição, que atua na contratação de profissionais e na oferta e contratação de serviços de saúde utilizados pelas cidades participantes.


A informação consta em nota oficial divulgada pelo Cismetro após a repercussão do caso. A Polícia Civil investiga as transferências e apreendeu dois computadores utilizados nas movimentações financeiras, que serão submetidos a perícia. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Holambra.


Inicialmente, o caso havia sido divulgado com uma diferença entre os valores: enquanto a superintendente do Cismetro, Ana Filomeno, informou ao G1 um montante de aproximadamente R$ 19 milhões, o boletim de ocorrência apontava R$ 22.098.097,12. Em nota, o consórcio explicou que o valor do BO considera todas as transações realizadas naquela data, incluindo movimentações regulares que também foram alvo da solicitação de bloqueio.


“As informações posteriormente consolidadas apontam para R$ 19.148.797,18 transferidos pelos golpistas.”

Segundo o Cismetro, assim que a invasão foi identificada, ainda no dia 22 de julho, a instituição acionou a Caixa Econômica Federal para contestar as transações, solicitar o bloqueio das contas e iniciar o processo de ressarcimento. A contestação foi formalizada no dia seguinte.


Dois boletins de ocorrência foram registrados sobre o episódio. O primeiro foi feito de forma eletrônica, em 22 de julho. O segundo foi registrado presencialmente pela superintendência do Cismetro na Delegacia de Polícia Civil de Holambra, no dia 23.


Até o momento, R$ 7.178.497,62 foram recuperados junto à instituição bancária, segundo o consórcio. Com isso, permanece um saldo de R$ 11.970.299,56 a ser ressarcido. A instituição afirma que continua em contato com o banco e com as autoridades policiais para tentar recuperar integralmente os recursos.

“O consórcio, por sua vez, segue tomando todas as medidas administrativas e judiciais compatíveis a fim de que todo o dinheiro retorne regularmente ao caixa.”

O Cismetro também afirmou que o episódio não afetou os serviços prestados aos municípios consorciados. Segundo a instituição, nenhum serviço ou compromisso financeiro foi ou será prejudicado em razão do ataque.


A atuação do consórcio tem reflexos diretos nos municípios participantes, entre eles Jaguariúna, principalmente por meio da contratação de profissionais e serviços de saúde que são disponibilizados às cidades consorciadas. Por isso, o episódio também chama a atenção pela dimensão dos recursos envolvidos e pela necessidade de garantir a segurança das movimentações financeiras da instituição.


A Polícia Civil continua realizando diligências para esclarecer como os criminosos conseguiram acessar as contas e identificar os responsáveis pelas transferências. Os computadores apreendidos deverão contribuir para a investigação.

 
 
 

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