top of page

Obesidade cresce entre adultos e crianças em Jaguariúna, apontam dados do Ministério da Saúde

  • Foto do escritor: Gustavo Santos
    Gustavo Santos
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Os registros do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, indicam aumento nos índices de sobrepeso entre adultos e também entre crianças em Jaguariúna na comparação entre 2024 e 2025.


Entre os adultos atendidos na rede pública de saúde do município, 77% estavam acima do peso em 2025. No total, 6.332 pessoas foram avaliadas, sendo 4.877 classificadas com sobrepeso ou obesidade. Em 2024, o sistema havia registrado 3.629 adultos com excesso de peso entre 4.783 avaliados, proporção de 75,9%.


A comparação entre os dois períodos aponta crescimento proporcional de cerca de 1,4% no índice de adultos com sobrepeso. O avanço do excesso de peso também aparece entre as crianças.


Em 2025, 209 crianças de até 5 anos apresentavam sobrepeso ou obesidade entre 2.228 avaliadas (9,38%), enquanto em 2024 eram 187 casos entre 2.277 crianças (8,21%). A variação representa aumento proporcional de cerca de 14,2% nos registros de excesso de peso infantil no município.


Tendência regional


O cenário acompanha uma tendência observada em toda a Região Metropolitana de Campinas. Levantamento do Sisvan aponta que 75,7% dos adultos avaliados nas 20 cidades da região estavam acima do peso em 2025, contra 73,2% em 2024, crescimento proporcional de cerca de 3,4%.


Entre os municípios da região, 18 registraram aumento nos índices, enquanto apenas Vinhedo e Morungaba apresentaram redução. Os maiores crescimentos foram observados em Hortolândia, Valinhos, Americana, Engenheiro Coelho, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste.


A classificação do estado nutricional é feita principalmente pelo Índice de Massa Corporal (IMC), indicador calculado pela relação entre peso e altura. Valores até 25 são considerados normais, entre 25 e 30 indicam sobrepeso, e acima de 30 caracterizam obesidade, condição dividida em três níveis de gravidade.


Especialista alerta para impacto na saúde pública


Para especialistas, o crescimento do excesso de peso reflete mudanças no estilo de vida da população e representa um desafio crescente para os sistemas de saúde. A nutricionista e gastróloga Isabella Ghion explica que a obesidade vai muito além da questão estética.


O tratamento da obesidade deve ser multidisciplinar, destaca a nutricionista Isabella Ghion - Foto: Divulgação
O tratamento da obesidade deve ser multidisciplinar, destaca a nutricionista Isabella Ghion - Foto: Divulgação

“A obesidade não afeta apenas o peso corporal. Ela aumenta o risco de diversas doenças, como diabetes tipo02, pressão alta, doenças cardiovasculares e a qualidade do sono. Consequentemente, a demanda por mais consultas, exames, medicamentos e cirurgias aumenta, gerando altos custos para o sistema de saúde e diminuindo significativamente a qualidade e expectativa de vida da população.”

Segundo a especialista, o próprio IMC, utilizado como base para as estatísticas do Sisvan, é um indicador importante, mas precisa ser analisado em conjunto com outros fatores.


“O IMC ainda é útil como ferramenta de triagem populacional, porque é simples, barato e rápido. Ele ajuda a identificar pessoas que podem ter risco aumentado de problemas de saúde. Porém, para avaliar a saúde de forma mais completa, ele deve ser combinado com outros indicadores, como circunferência abdominal, percentual de gordura corporal, exames laboratoriais, avaliação clínica e hábitos de vida.”


A nutricionista também ressalta que o excesso de peso é resultado de diversos fatores combinados.


“A obesidade surge pela combinação de vários fatores, principalmente alimentação inadequada, sedentarismo, predisposição genética, fatores emocionais e condições sociais do ambiente moderno. Por isso é de extrema importância a conscientização da população através, principalmente, de políticas de saúde pública.”

“O tratamento da obesidade deve ser multidisciplinar (médico, nutricionista, psicólogo e educador físico) envolvendo mudanças no estilo de vida e acompanhamento profissional, para garantir resultados mais seguros, eficazes e duradouros”, explicou Isabella.


Programa municipal acompanha pacientes


Para enfrentar o problema, a Prefeitura de Jaguariúna, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, mantém o Programa de Redução de Obesidade (PRO), que atualmente acompanha 380 pacientes.


Segundo a secretaria, no segundo semestre de 2025 o programa registrou mais de 3 mil atendimentos, entre consultas de enfermagem, nutrição, psicologia e medicina. O acompanhamento é realizado por equipe multiprofissional, com foco na mudança de hábitos, prevenção de doenças e tratamento de condições associadas, como diabetes e hipertensão.


A Secretaria de Saúde informou que estuda ampliar o programa em 2026, com aumento da capacidade de atendimento e fortalecimento de ações educativas voltadas à promoção de hábitos de vida mais saudáveis.

 
 
 

Comentários


Logo MJ.pdf (1).jpg
(19)991994219.jpg
Design sem nome (2).jpg
(19) 98602-1824.jpg
Design sem nome.jpg
Logo MJ.pdf.jpg

Jornalismo digital a serviço de Jaguariúna.

Notícias, conteúdos e publicidade.

  • Instagram
  • Facebook
  • YouTube
bottom of page