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Auditorias expõem falhas sanitárias, estruturais e problemas na regulação de cirurgias na Saúde de Jaguariúna

  • Foto do escritor: Gustavo Santos
    Gustavo Santos
  • há 21 minutos
  • 2 min de leitura

Os resultados das auditorias realizadas em unidades estratégicas da rede municipal de saúde foram apresentados durante a audiência pública de prestação de contas do terceiro quadrimestre da Saúde, realizada na última sexta-feira (27) na Câmara Municipal.


Os relatórios revelam uma série de inconformidades no Centro Cirúrgico do Hospital Municipal Walter Ferrari, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Centro de Especialidades Médicas, apontando pendências sanitárias, falhas estruturais e fragilidades no processo de regulação de cirurgias. Veja os detalhes abaixo:


Centro Cirúrgico – Hospital Municipal Walter Ferrari

A auditoria analisou 57 procedimentos cirúrgicos realizados em agosto de 2025.


Principais apontamentos:

  • 43 cirurgias eletivas e 14 de urgência;

  • 34 procedimentos realizados sem regulação prévia;

  • 23 cirurgias devidamente reguladas.


Não conformidades identificadas:

  • Alta proporção de cirurgias eletivas sem regulação;

  • Fragilidade no fluxo da Central de Regulação;

  • Critérios de prioridade limitados aos casos regulados.


Recomendações:

  • Tornar obrigatória a regulação prévia para cirurgias eletivas;

  • Definir critérios objetivos de prioridade;

  • Implantar auditorias periódicas de monitoramento.


A conclusão aponta desconformidades no processo regulatório.


Hospital Municipal Walter Ferrari

A auditoria avaliou licenças, responsáveis técnicos, contratos, escalas médicas, tecnologia da informação e treinamentos.


Conformidades:

  • Contratos e manutenções regularizados;

  • Radioproteção em conformidade;

  • Farmácia e nutrição regularizadas.


Não conformidades:

  • Licenças sanitárias pendentes em áreas críticas;

  • Ausência de diversas responsabilidades técnicas;

  • Falta de escalas médicas em especialidades;

  • Registros incompletos de treinamentos;

  • Ausência de políticas formais de governança em TI.


O relatório aponta desconformidades estruturais relevantes.


Unidade de Pronto Atendimento (UPA)

Foram analisadas licenças, escalas, Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e serviços de apoio.


Pontos positivos:

  • Escalas completas nas áreas de enfermagem, farmácia e limpeza;

  • POPs apresentados e aprovados;

  • Parte das responsabilidades técnicas regularizadas.


Problemas apontados:

  • Ausência de Licença Sanitária;

  • Pendências nos setores de Raio-X e Patologia Clínica;

  • Educação permanente sem comprovação formal;

  • Nutrição sem comprovação estrutural;

  • Ouvidoria sem evidência de funcionamento contínuo.


A auditoria conclui que inconformidades graves persistem na unidade.


Centro de Especialidades Médicas

A auditoria destacou avanços administrativos recentes.


Avanços:

  • Implantação da ouvidoria;

  • SAME com prontuário eletrônico;

  • Ajustes na segurança patrimonial;

  • Retomada dos exames de EEG.


Pendências:

  • Ausência de licenças sanitárias e AVCB;

  • Falta de registros profissionais obrigatórios;

  • Pendências no serviço de fisioterapia;

  • Ausência de auxiliar administrativo no programa Melhor em Casa;

  • Falta de escala de técnico de enfermagem.


A unidade foi considerada em desconformidade parcial.


Os relatórios foram encaminhados à Comissão de Acompanhamento e Fiscalização (CAF) e à Secretaria Municipal de Saúde para adoção de providências. As auditorias têm como objetivo verificar a regularidade administrativa, sanitária e assistencial das unidades, além de propor ajustes para garantir maior controle, transparência e segurança no atendimento à população.

 
 
 

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