Alunos da rede municipal representam Jaguariúna em torneio internacional de robótica LEGO
- Gustavo Santos

- 20 de jun.
- 2 min de leitura

Alunos da Escola Municipal Mário Bergamasco representarão Jaguariúna neste sábado (20) na etapa regional da First Lego League, um dos mais prestigiados torneios educacionais de robótica do mundo. Realizada em São Paulo, a disputa reunirá 26 equipes de escolas públicas e particulares de diversas cidades paulistas, formadas por crianças de 6 a 10 anos. As três melhores colocadas conquistarão vaga para a etapa nacional.
A participação marca um avanço para a rede municipal de ensino. Depois de estrear na competição em 2025 com apenas um grupo, neste ano Jaguariúna terá dois representantes da Mário Bergamasco entre os concorrentes, levando à avaliação dos jurados projetos desenvolvidos ao longo dos últimos meses.
Inspiradas pelo tema da temporada, dedicado à arqueologia, as equipes mergulharam em pesquisas sobre sítios arqueológicos e patrimônio histórico. A partir desses estudos, os alunos elaboraram propostas que unem investigação científica, tecnologia e preservação da memória, transformando conhecimentos de sala de aula em soluções apresentadas durante o torneio.
A equipe The Builders of Chaos criou um projeto sobre o sítio arqueológico de Machu Picchu, no Peru, enquanto a equipe Archeological Animals apresentou uma proposta de retomada das escavações arqueológicas na Fazenda Serrinha, localizada no bairro Florianópolis, onde os alunos estudam.

A competição utiliza kits da LEGO Education que combinam peças de montagem com motores, sensores e programação por blocos, permitindo que os alunos desenvolvam soluções criativas para desafios propostos a cada temporada.
“É um marco para Jaguariúna. No ano passado tivemos a primeira turma de robótica da rede municipal participando de uma competição desse porte. Neste ano já temos duas equipes representando a cidade”, destaca a professora Luciene Mára de Lima, envolvida nas aulas de robótica desde o ano passado.

As atividades de robótica desenvolvidas na escola vão além da programação e da montagem de projetos tecnológicos. “Nossas aulas de robótica não acontecem de forma isolada. Elas envolvem conteúdos de português, matemática, ciências, história e geografia, permitindo que os alunos desenvolvam diversas habilidades ao mesmo tempo”, explica.
Embora a robótica ainda não faça parte oficialmente do currículo da rede municipal, a implantação da área está em análise. A necessidade ganhou força após a publicação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Computação, que prevê a implementação do ensino de computação nos municípios.
O cumprimento das metas federais está relacionado, inclusive, ao recebimento de recurso federal pela modalidade Valor Aluno Ano Resultado (VAAR).
Na Escola Municipal Mário Bergamasco, o trabalho começou a partir de uma mobilização de professores, com apoio da gestão escolar e formações realizadas durante os encontros pedagógicos.
Os kits utilizados pelos estudantes foram obtidos por meio de um financiamento da Microsoft, concedido a iniciativas educacionais desenvolvidas por professores com impacto nas comunidades locais.








.jpg)
991994219.jpg)
.jpg)
%2098602-1824.jpg)


Comentários